
Foto: Gilvan de Souza
Sem o Maracanã e o Engenhão, estádios que só devem estar disponíveis aos clubes cariocas após o fim dos Jogos Olímpicos, em agosto, o Flamengo segue em busca da solução perfeita para mandar seus jogos nesta temporada. A diretoria ainda tentou conseguir parceiros para ampliar o Luso-Brasileiro, da Portuguesa da Ilha do Governador, mas os planos não sairam do papel.
No fim de semana, o Flamengo enfrentou o Fluminense pela quinta rodada do Campeonato Carioca no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Com público aproximado de 32 mil pessoas e renda superior a R$ 2 milhões, o palco se mostrou uma boa opção aos rubro-negros. À frente das discussões sobre o assunto, o diretor geral do Flamengo, Fred Luz, admite que mandar jogos na capital do país está na pauta.
“Brasília sempre foi alternativa boa, porque tem estádio grande, temos bastante torcida lá e tem bom poder aquisitivo. Além disso, tem logística que não chega a ser péssima, dentre as alternativas que temos fora do estado do Rio. Mesmo em Volta Redonda e Macaé, fazemos longas viagens de ônibus”, disse Luz.
O técnico Muricy Ramalho voltou a manifestar publicamente sobre a necessidade de o Flamengo ter um estádio que possa ser sua base até a reabertura do Maracanã, prevista para setembro. Sua preocupação é não comprometer a parte técnica da equipe, privilegiando apenas o aspecto financeiro. A cobrança foi feita durante a coletiva de imprensa, após a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense.
“Aproveito que nosso presidente está aqui (assistindo à coletiva) para dizer que temos que achar uma casa. Temos que nos reunir para achar um lugar. A parte econômica é importante, mas temos que achar esse lugar. Se esse lugar for aqui… a torcida foi excelente e o gramado é bom. O Campeonato Brasileiro dá poucas chances. Pular de um lado para outro arrebenta o time e depois tem a cobrança. Temos que estar atentos a esse problema”, afirmou Muricy.
No meio de campo entre Muricy e a diretoria, Rodrigo Caetano lembra que o equilíbrio é o objetivo dos dois lados – financeiro e técnico – neste momento.
“O desejo do Muricy é o mesmo nosso, mas ainda não temos isso definido. Não dá para eleger só o aspecto econômico, até porque somos um clube de futebol, que depende do resultado esportivo. Montamos uma equipe que nos dá esperança de fazer um ótimo Campeonato Brasileiro. Apesar de termos de jogar fora do Rio, a sugestão é definirmos um estádio em que possamos jogar um número maior de vezes. Isso facilita a rotina, o que é fundamental para todos”, explicou Rodrigo Caetano.
















