
Agentes das Forças de Segurança realizam uma operação em comunidades da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, na manhã dessa quarta-feira. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML) essa é a segunda fase das operações na área e ocorre em apoio ao 18º Batalhão da Polícia Militar (Jacarepaguá). Há patrulhas se deslocando pela região e pontos de bloqueio com controle de vias em locais e horários que irão variar ao longo do dia. Os helicópteros militares operam com sensores de vigilância e realizam o patrulhamento aéreo, coletando imagens em tempo real que são encaminhadas para o centro de controle do Comando Conjunto.
O porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli, explica que essa nova fase não é uma operação isolada, mas a segunda da ação que começou na madrugada do último sábado. O objetivo dessa fase é assegurar o controle das áreas estabilizadas e reduzir ou até eliminar a atuação das facções criminosas que atuam na Praça Seca, além de impedir a recolocação de barricadas.
A ação é feita em apoio ao 18º BPM, enquanto o batalhão passa por reciclagem de treinamento e reorganização de pessoal e equipamentos, como viaturas, armamentos etc. O CML preferiu não divulgar o número de agentes que participam da operação.
Chefe do tráfico morreu durante primeira fase da operação
Apontado como chefe do tráfico de comunidades da Praça Seca, Zona Oeste, Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como “Da Russa”, foi morto durante troca de tiros com a polícia no Complexo do Lins, Zona Norte, na manhã do último sábado. De acordo com o CML, outros sete suspeitos também foram a óbito durante os confrontos.
Da Russa e outros traficantes estavam tentando escapar do cerco feito pelas Forças de Segurança, que desde a tarde de sexta-feira realizam operação nas comunidades da Praça Seca, com objetivo de acabar com a guerra entre quadrilhas pelo domínio da região, mas foram surpreendidos por policiais da UPP que reforçavam o policiamento no local.
A ação — que contava com com a participação de militares das Forças Armadas, além de policiais militares e civis — tinha como alvo as favelas Bateau Mouche, Caixa D’Água, Chacrinha, Mato Alto, Barão (José Operário), Covanca e Pendura-Saia, segundo o comunicado emitido pelo Comando Conjunto.

















