Futuro da Região Metropolitana é discutido no Palácio Guanabara

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Modelar a Metrópole reuniu representantes de instituições fluminenses em oficina Foto: Armando Paiva
Modelar a Metrópole reuniu representantes de instituições fluminenses em oficina
Foto: Armando Paiva

Cerca de 120 representantes da sociedade civil, empresariado, concessionárias e do poder público executivo municipal e estadual se reuniram hoje para pensar e debater soluções para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O encontro foi a terceira oficina realizada pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado (PEDUI) da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Modelar a Metrópole, que vai produzir um documento que orientará o planejamento da RMRJ até 2040. O encontro aconteceu no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.
Na apresentação ao auditório lotado, o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, ressaltou que o Brasil ainda não tem tradição de planejamento na área metropolitana. “As metrópoles mais organizadas tem feito muitos esforços nesse sentido, para formular e discutir com a sociedade como modelar e otimizar esse espaço público. A discussão de hoje, com diversos setores da sociedade, é a essência desse processo de planejamento, explicou o diretor.”
Entre outros, participaram da mesa de abertura o secretário de Transporte do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Vieira; o superintendente da Caixa Econômica do Rio de Janeiro, Arnaldo Barcellos Neto, o presidente do Metrô Rio, Flávio Almada; Cesar Mastrangelo, presidente da agência reguladora de transportes Agetransp; e o ambientalista Helio Vanderlei. Vieira ressaltou a importância de um plano de Logística entre as cidades, já que “o Rio está perdendo muito e comparação com outras cidades”. Ele também destacou que, além de investir em transporte de alta capacidade, é preciso “fortalecer a geração de renda e empregos nos locais mais periféricos”.
Presidente do Metrô Rio, Flávio Almada ressaltou a importância de que o governo assuma o planejamento: “o setor privado não deveria exercer essas atividades. Já Helio Vanderlei, da ONG Onda Verde, da Baixada, enfatizou a importância de priorizar os cidadãos no planejamento: “O que buscamos é um novo olhar para a região. Não se transforma a cidade sem a participação da sociedade. Falta criatividade na gestão”.
Após uma breve apresentação do Plano, os participantes foram divididos em segmentos para a realização das oficinas de trabalho. Em grupos, eles fizeram avaliações dos principais desafios da Região Metropolitana, fizeram propostas e elaboraram metas para as próximas décadas. Ao final do evento, os grupos compartilharam o trabalho em conjunto. Entre muitas ideias citadas, representantes da sociedade civil ressaltaram a importância da integração da população de periferia através da internet, enquanto integrantes do Executivo discutiram a gestão compartilhada das áreas junto aos limites dos municípios.

Projeto a longo prazo

Uma iniciativa do Governo do Estado, através da Câmara Metropolitana, o Modelar a Metrópole conta com o financiamento do Banco Mundial. O Plano vai articular o conhecimento de especialistas e a participação da sociedade para produzir políticas públicas integradas relativas a seis eixos estruturantes da metrópole: expansão econômica; patrimônio natural e cultural; mobilidade; habitação e equipamentos sociais; saneamento e meio ambiente; e reconfiguração espacial.
Dessas conversas irá resultar, em julho de 2017, um documento que passe a ser uma referência para orientar decisões governamentais pelos próximos 25 anos e um balizador para os anseios do povo fluminense.

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