
Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira no título mundial de 1970, morreu ontem, aos 72 anos. O ex-jogador foi vítima de um infarto fulminante, em sua casa, e não resistiu. Atualmente, o Capita, como era conhecido, trabalhava como comentarista no canal Sportv.
Considerado um dos maiores laterais brasileiros da história, Torres iniciou a carreira no Fluminense, mas sua passagem mais marcante foi no Santos, clube que defendeu de 1966 a 1974. O jogador também atuou pelo Flamengo, no Brasil. No futebol estrangeiro, ele passou pelo New York Cosmos, onde foi companheiro de Pelé, e pelo California Surf.

Foto: CBF/Aquivo
O momento marcante e sempre lembrado da carreira de Torres, porém, foi pela Seleção Brasileira. Na Copa de 1970, no México, o lateral fez gol na final, diante da Itália, e ainda foi o capitão do time, sendo o responsável por levantar a taça Jules Rimet, no terceiro título mundial do País. A condição de capitão lhe rendeu o apelido de Capita.
Após encerrar a carreira de jogador, em 1982, Carlos Alberto iniciou a trajetória como treinador. Passou por grandes times do futebol brasileiro, como Corinthians, Flamengo, Botafogo, Fluminense e Atlético-MG, entre outros. Também dirigiu equipes estrangeiras. Seu último trabalho foi na seleção do Azerbaijão.
Pelé pede a Deus que cuide do Capitão
“Estou profundamente triste com a morte do meu amigo e irmão Carlos Alberto. Tenho tantas lembranças boas do tempo que passamos juntos, como companheiros de equipe e campeões no Santos FC, na Seleção Brasileira e no New York Cosmos. Tivemos uma parceria vencedora, e mesmo depois do futebol, continuamos muito próximos. Eu envio as minhas sinceras condolências à sua família e que sua alma descanse em paz. Querido Deus, por favor, cuide do nosso “Capitão”.
Dessa forma, o Rei do Futebol lembrou da morte do companheiro em sua conta no Instagram.

Foto: CBF/Aquivo
Juntos, Carlos Alberto Torres e Pelé ajudaram a construir a história vitoriosa do Santos e do Brasil, em meados dos anos 1960 e 1970. Entre as principais glórias do Peixe, conquistaram cinco vezes o Campeonato Paulista (1965, 1967, 1968, 1969 e 1973), e duas o Campeonato Brasileiro (1965 e 1968).
Na Seleção, a dupla foi determinante na campanha do tricampeonato da Copa do Mundo, no México, em 1970, quando o ex-lateral foi eleito pelos jogadores o capitão da equipe campeã de forma invicta em solo mexicano.
Autor do quarto gol do Brasil na goleada por 4 a 1 sobre a Itália na final de 1970, após receber assistência de Pelé, Capita foi o responsável por erguer a taça Jules Rimet, no Estádio Azteca, com 107.412 expectadores.
Após pendurar as chuteiras em 1982, Carlos Alberto iniciou sua carreira como técnico logo no ano seguinte, levando o Flamengo ao título do Campeonato Brasileiro. Em 1983, comandou o Fluminense na campanha do título do Estadual. À frente do Botafogo, conquistou a Conmebol, em 1993, único troféu continental da agremiação de General Severiano.
Carlos Alberto Torres foi velado na tarde de ontem, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O enterro está marcado para a manhã desta quarta, às 11 horas, no Cemitério do Irajá.
por Jota Carvalho
















