
Japeri sediou ontem mais um encontro para a discussão do estatuto de criação do Conselho Regional de Turismo. A canoagem é um dos projetos da cidade
Fotos: Divulgação / PMJ
A cidade de Japeri sediou ontem mais um encontro para a discussão do estatuto de criação do Conselho Regional de Turismo da Baixada Fluminense, o Baixada Verde, que envolve dez dos 13 municípios da região. A ideia é conjugar esforços dos Poderes Públicos com a sociedade civil organizada e a iniciativa privada para criar condições de incentivo e desenvolvimento da atividade turística em Japeri, Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Seropédica. Paracambi, Guapimirim e Itaguaí não aderiram ao projeto.
Uma das primeiras metas do Conselho é buscar parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) para a realização do inventário turístico de cada cidade, mapeando inclusive a agregação das agências e de guias de turismo legalizados, rede hoteleira e polos gastronômicos, entre outros equipamentos. O secretário de Esporte, Turismo e Lazer de Japeri, José Célio de Araújo, o Celinho, lembrou que o município apresenta aptidão para o lazer, em virtude de sua localização, às portas da Serra do Mar, e a caminho de cidades importantes do Centro Sul do Estado, como Miguel Pereira e Paty do Alferes. O secretário Celinho cita ainda o Pico da Coragem, um dos principais pontos turísticos de Japeri, com rampas utilizadas para prática de voo-livre, e que já está sendo alvo de um convênio com o Ministério dos Esportes no valor de R$ 492,5 mil para sua total revitalização.
Japeri dispõe diversas outras opções de lazer ecológico, como trilhas e cachoeiras, prática de canoagem, além da Pedra Lisa, utilizado também para esportes radicais, e o Campo de Golfe Público.
A Baixada tem 11% de área verde
“Todo esse potencial poderia estar sendo melhor explorado, se já tivéssemos mais recursos. Por isso mesmo é que estamos nos organizando para que possamos ir à Brasília buscar meios de fomento para o nosso turismo”, explicou. Coordenadora de Turismo de Nova Iguaçu, Ana Cristina Venâncio frisou que um dos objetivos da criação do Baixada Verde é manter intercâmbio constante com entidades de turismo municipais, estaduais, federais e internacionais, além de entes públicos e privados.
“O que a gente quer é formular diretrizes básicas para política regional de turismo, propondo soluções e formas de captação de recursos. Precisamos de políticas de incentivo ao turismo no âmbito regional, especialmente para o turismo ecológico, rural, cultural, técnico de negócio, de eventos religiosos, esportivos, de lazer e social. Daí a necessidade de trabalharmos em conjunto para que tenhamos mais força”, explica Cristina Venâncio, lembrando que a Região Metropolitana tem 36,27% de áreas verdes, das quais 11% somente na Baixada Fluminense.
Celinho disse ainda que o Baixada Verde será uma espécie de Consórcio de Turismo da Baixada Fluminense, que vai trabalhar junto à TurisRio e ao Ministério do Turismo. Ainda de acordo com os organizadores do evento, o turismo na Baixada Fluminense é uma atividade com forte potencial de desenvolvimento econômico rentável, em nível de negócios, para geração de empregos e de renda na própria comunidade.
“Precisamos atrair outros olhares para a nossa região, que não sejam tão e somente para a questão da violência. O Baixada Verde quer ser o contraponto para mudar esta imagem. Temos muitas outras coisas boas a oferecer aos nossos visitantes”, anuncia Ana Cristina Venâncio.
















