Jorge Picciani e Paulo Melo se entregam à PF

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O presidente da Alerj chegou à sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio e não quis papo com a imprensa
José Lucena / Futura Press / Estadão Conteúdo

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), se entregou às 16h43 de ontem na sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio. O parlamentar teve a prisão decretada também ontem, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2), por unanimidade dos cinco desembargadores, assim como os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, também peemedebistas. Picciani chegou com o advogado Nélio Seidl Machado e não quis falar com a imprensa.
>> Paulo Melo – O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Paulo Melo (PMDB) se entregou à Polícia Federal às 17h. O deputado estava com uma mochila e acompanhado de advogados. Ele se entregou 15 minutos depois do presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB). Ele não quis falar com a imprensa.
A decisão de sua prisão aconteceu na manhã de ontem, por parte dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), da Primeira Seção Especializada, por unanimidade, junto com a de Picciani e do líder de governo na Alerj, Edson Albertassi (PMDB).

TRF vota pela prisão e
decisão vai para Alerj

Sem bigode e com a cara amarrada, o deputado Paulo Melo também preferiu se apresentar aos agentes federais
José Lucena / Futura Press / Estadão Conteúdo

A maioria dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) votou pela prisão preventiva imediata do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), o ex-presidente Paulo Melo (PMDB) e o líder de governo Edson Albertassi (PMDB). Os parlamentares são alvo da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato.
Votaram a favor o desembargador relator do processo, Abel Gomes, e os desembargadores Messod Azulay e Paulo Espírito Santo. Os três concordaram com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre o uso da Alerj para prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Eles também decidiram pelo afastamento de suas funções e que a prisão dos parlamentares deve ir para o colegiado da assembleia e ser votada pelos deputados.
Durante o seu voto, Azulay disse que era “muito triste” saber que um dos acusados era presidente da Alerj já por seis mandatos. “Há um acervo probatório muito vasto. É muito triste saber que um deles é presidente da Alerj já por seis mandatos e que esses mesmos três parlamentares, ao invés de trabalhar para os que os elegeram, trabalharam para setores como empresas de ônibus e para favorecimentos indevidos. É estranho que, quando a gente passava pelas ruas, via tantos ônibus vazios. Como sobreviviam, eu não conseguia entender e agora a gente acaba entendendo como tudo foi uma grande lavanderia de dinheiro”, disse o desembargador.
Azulay afirmou também que os parlamentares “fabricaram legislações em favor de pouquíssimas pessoas à base de pagamento de vantagens indevidas”. “Não eram fatos isolados, era o padrão. O Rio de janeiro está sem paz e eu atribuo essa falta de paz a essas pessoas. O desequilíbrio fiscal se deve a essas pessoas. Essas pessoas precisam ser lamentavelmente afastadas do convívio da sociedade. Se tiver que submeter à Alerj que se submeta e a história que julgue”, afirmou.

Análise do caso a partir
desta sexta na Assembleia

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) deve analisar a partir desta sexta-feira (17), a prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.
Com a ausência de Picciani, a sessão extraordinária para manter ou derrubar as ordens de prisão dos deputados será presidida por André Ceciliano (PT), segundo vice-presidente. O primeiro vice-presidente é Wagner Montes (PRB), que continua comparecendo às sessões mas declinou da função de vice por problemas médicos. Ceciliano estava em São Paulo e sua chegada ao Rio estava prevista para o início da noite de ontem.
As prisões serão analisadas inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça, que deve emitir um parecer a ser lido em plenário, já durante a sessão extraordinária. O presidente da CCJ é Edson Albertassi, que também foi alvo da ordem de prisão. O primeiro vice-presidente é Chiquinho da Mangueira (Podemos). A comissão tem sete titulares. Para ser aberta, a sessão precisa da presença de 36 deputados, mesmo número necessário para aprovar qualquer decisão sobre as ordens judiciais. (Agência Estado).

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