KTM 390 Duke quer encarar esportivas de baixa cilindrada

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Foto: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
Foto: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias

No mercado de motocicletas, as marcas de luxo vivem numa espécie de oásis. E até pouco tempo, modelo premium sobre duas rodas se traduzia necessariamente em alta cilindrada e preço gigante. Até que as marcas resolveram ampliar o espectro para baixo. Começaram a chegar as 800, de média-alta, e agora a aposta é em modelos de média cilindrada com motorização mais poderosa. É exatamente nessa faixa de mercado que a KTM 390 Duke quer brigar. O modelo foi o primeiro da marca austríaca, controlada no Brasil pela Dafra, a sair da linha de Manaus. Na sequência, no final de agosto, virá a 200 Duke.
Apesar de ser uma marca com uma imagem mais sofisticada, a KTM está cotando seu modelo na mesma faixa de preço das duas únicas rivais diretas no Brasil, que são a Yamaha R3 e Kawasaki Ninja 300. A 390 Duke sai a R$ 21.990 enquanto R3 fica em R$ 21.900 e a “Ninjinha” em R$ 21.662. As diferenças básicas se concentram nos números obtidos pela engenharia de cada fabricante. A moto da KTM tem 44 cv de potência, 3,57 kgfm de torque e pesa exatos 139 kg. O modelo da Yamaha tem 42 cv, 3,02 kgfm e 167 kg enquanto o da Kawasaki fica com 39 cv, 2,80 kgfm e 174 kg – todas com ABS.
Para chegar nessa potência, a engenharia da marca austríaca usou recursos mais comuns em esportivas de maior porte. O cilindro recebe um revestimento em nikasil para redução de atrito. O motor monocilíndrico de exatos 373,2 cm³ é arrefecido a líquido, tem duplo comando e quatro válvulas com balancins roletados revestidos de carbono polido – diamond-like carbon. A superioridade da engenharia do modelo da KTM nesse nicho também aparece em outros aspectos. Caso da suspensão. Na dianteira traz um sistema telescópico invertido e na traseira, monochoque. Em ambas, os amortecedores são da WP e o curso é de 150 mm. O sistema de freios, sempre com ABS comutável, também é caprichado. Ele foi desenvolvido pela Brembo, e traz na frente um disco com 300 mm e pinça radial com quatro pistões enquanto o traseiro tem 230 mm, pinça flutuante e dois pistões. Em busca de uma boa relação com a balança, as rodas são em alumínio fundido. O quadro, compartilhado com a Duke 200, é em treliça e tem alto nível de rigidez torcional.
Na parte externa, a 390 Duke está bem atualizada com as tendências dos segmentos de esportivas. O conceito de massas centralizadas forma uma traseira leve. O tanque de combustível, com 11 litros de capacidade, é bem alto e dá um aspecto de robustez ao modelo. O painel em LCD traz velocímetro digital, conta-giros analógico e diversas informações: nível de combustível, temperatura do líquido de arrefecimento e marcha engatada, entre outras. Boa parte das peças ainda são trazidas da Índia, onde a 390 Duke é produzida. No entanto, a montagem em Manaus está aumentando o índice de nacionalização – principalmente com peças de plástico injetado das carenagens externas. Apesar dos vários atrativos do modelo, a KTM acredita que a 390 Duke vá emplacar apenas 50 unidades por mês até o final do ano – a 200 Duke, nesta projeção, chegaria a 150 mensais. No ano que vem, com o crescimento da atual rede – vai passar dos atuais 5 pontos de venda para 18 –, estes números devem ficar bem mais encorpados.

 

por Eduardo Rocha
Auto Press

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