Menino Rhuan foi decapitado ainda vivo e levou 12 facadas

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Mãe e companheira podem ser condenadas a 57 anos de prisão.Casal confessou o assassinato de Rhuan Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu a investigação do assassinado de Rhuan Maicon da Silva Castro, de apenas nove anos, que foi morto e esquartejado pela própria mãe, Rosana Auri da Silva Cândido de 27 anos, com o auxílio da companheira dela, Kacyla Priscila Santiago Damasceno, no dia 31 de maio. O laudo aponta que o menino foi decapitado ainda com sinais vitais e levou 12 facadas da própria mãe, sendo uma no peito, enquanto dormia, e as demais na posição de joelhos, ao lado da cama.

As duas mulheres, que estão presas desde o dia 1º de junho, serão indiciadas por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem a possibilidade de defesa da vítima; lesão corporal gravíssima; tortura e ocultação de cadáver e fraude processual, pois tentaram limpar a cena do crime, lavando os cômodos da casa. Somando todos os crimes, ambas podem ser condenadas a uma pena de 57 anos de prisão.

A investigação aponta ainda que enquanto a mãe esquartejava a criança, Kacyla preparava uma churrasqueira onde partes do corpo do menino seriam queimadas. Os exames cadavéricos apontam ainda que a mãe arrancou a pele do rosto do menino e tentou retirar com uma faca os glóbulos oculares de Rhuan.

Segundo o delegado Guilherme Melo, da 26ª DP, a autoras disseram em depoimento que pretendiam queimar as partes do corpo do menino para que a pele se desprendesse dos ossos.

— A companheira preparava a churrasqueira para queimar as partes do corpo do garoto, logo depois de segurar a criança para a mãe esfaqueá-la. Um martelo foi comprado para triturar os ossos da vítima — relatou o delegado.

Como não conseguiram queimar o corpo da criança, a dupla decidiu distribuir as partes do corpo em mochilas. Uma delas foi encontrada em um bueiro nas redondezas da residência onde o crime foi cometido.

— Os crimes teriam sido motivados por um fanatismo religioso e ainda um profundo ódio pela criança, pois representava o passado afetivo da mãe e era considerada um ‘peso’ na vida homoafetiva das envolvidas — relatou o chefe da Seção de Investigação de Crimes Violentos da 26ª DP, Carlos André.

Natural do Acre, Rosana fugiu com o filho há cinco anos, após se separar do então marido e perder a guarda da criança na Justiça. Desde então, a família paterna de Rhuan buscava por notícias da criança. Rosana e a companheira criavam ainda uma menina que também tinha nove anos, filha de Kacyla, que foi encaminhada para o Conselho Tutelar após a prisão das duas. Segundo a Polícia Civil, os crimes cometidos pelas envolvidas em outros estados também estão sendo apurados.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca nenhuma notícia importante. Assine nosso boletim informativo.

Publicidades

error: Conteúdo protegido!