Moto customizada com monumentos do Brasil e história emocionante é destaque no Festival Moto Brasil

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Uma motocicleta pode contar histórias antes mesmo de ligar o motor. Na ‘MARIA’, Harley-Davidson Heritage 2006 de Gustavo Lorenzo, idealizador do Festival Moto Brasil – que faleceu em junho de 2026 – cada detalhe da pintura revela uma escolha: construções que representam diferentes regiões brasileiras, referências à profissão de arquiteto e um nome que nasceu de uma homenagem. A moto estará exposta na 14ª edição do evento, de 16 a 18 de outubro, no Riocentro, convidando o público a observar de perto como a customização transforma uma motocicleta em uma criação pessoal.

Sua presença também aproxima os visitantes do universo do Bike & Art, atração do festival dedicada às motos customizadas. São trabalhos que exploram cores, formas e acabamentos, despertam a curiosidade pelos detalhes e rendem registros para além da tradicional foto ao lado da motocicleta.

O que significa customizar uma moto?

Customizar é personalizar. É dar à motocicleta características que expressem o gosto, as referências e a intenção de seu proprietário, em um trabalho desenvolvido com quem projeta e executa a transformação. A proposta pode estar concentrada na pintura e nos acabamentos ou envolver mudanças em diferentes componentes.

Na ‘MARIA’, Gustavo escolheu uma transformação estética, sem alterações de desempenho. A Heritage recebeu uma identidade visual concebida para representar o então Salão Moto Brasil e divulgar o evento por onde passasse.

O projeto começou em 2015, quando a motocicleta foi levada a Vitória, no Espírito Santo, para o ateliê do artista e projetista Leo Dalla em parceria com Roni Christ (da Roni Custom). Foram cerca de quatro meses de preparação, até a montagem final no evento, em 2016. A Harley-Davidson completava dez anos e passava a carregar uma nova história em sua pintura.

Arquitetura como inspiração

Gustavo levou para o projeto uma referência de sua própria trajetória. Arquiteto, pediu que a pintura retratasse o Brasil por meio de suas construções. Instrumentos de desenho, como régua, compasso e lápis, passaram a dividir espaço com obras arquitetônicas de diferentes cidades.

O Elevador Lacerda, em Salvador; a Terceira Ponte, em Vitória; o Museu do Amanhã e os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro; o MASP e o Hotel Unique, em São Paulo; a Igreja do Rosário dos Pretos, em Tiradentes; a Pampulha, em Belo Horizonte; e a Catedral de Brasília estão entre as referências escolhidas.

O Hotel Unique, projeto de Ruy Ohtake, foi uma escolha que Gustavo destacou em entrevista concedida a Edu Azeredo, em 2016, por sua admiração pela obra. Esse olhar pessoal orientou a composição, reunindo lugares e projetos que tinham significado para ele.

A distribuição dos desenhos também faz parte da proposta. O para-lama dianteiro reúne referências ao Norte e ao Nordeste, incluindo o Teatro Amazonas, em Manaus. O traseiro contempla o Sul, com Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Vista de perto, a Maria convida a reconhecer lugares e descobrir como cada imagem foi incorporada às formas da motocicleta.

Uma homenagem que virou nome

A identidade da moto ganhou outro significado depois de sua apresentação. Gustavo ainda pensava em um nome e cogitava uma votação com o público quando telefonou para Léo Dalla. Na conversa, soube que a mãe do artista havia falecido no dia anterior. Ela se chamava Maria.

“Então é o seguinte, a motocicleta pode se chamar Maria? Não tem mais enquete, não tem mais votação, não tem mais nada”, recordou Gustavo na entrevista de 2016.

Com a concordância do customizador, a motocicleta recebeu o nome em homenagem à sua mãe, unindo à criação artística uma história de amizade e afeto.

Dez anos depois da apresentação de sua customização, a Maria estará no festival como parte da memória de Gustavo Lorenzo. Sua exposição oferece a oportunidade de conhecer tanto os detalhes do trabalho de Léo Dalla quanto as histórias que deram identidade à motocicleta. É esse encontro entre criação, técnica e expressão pessoal que também faz do Bike & Art um capítulo à parte na experiência do Festival Moto Brasil.

Serviço — Festival Moto Brasil 2026

Data: 16 a 18 de outubro de 2026

Local: Riocentro — Pavilhão 2, Rio de Janeiro/RJ

Estacionamento para motos: gratuito, sujeito à capacidade do local

Acessos

Portão A: motos, carros, táxis e transporte por aplicativo — Avenida Salvador Allende, 6555. Para motociclistas, haverá acesso sinalizado e cancela liberada.

Portão B: pedestres e visitantes que chegam de BRT — Avenida Salvador Allende, 6555.

Portão G: serviços e ônibus — Avenida Olof Palme, 605.

Portão H: pedestres, incluindo visitantes que chegam de ônibus e completam o acesso a pé. Consulte a localização no mapa oficial.

Informações e Ingressos: www.festivalmotobrasil.com.br

Instagram: @festivalmotobrasil

Fonte: VGCOM – acervo Gustavo Lorenzo – FMB

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca nenhuma notícia importante. Assine nosso boletim informativo.

Publicidades