
Fotos: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
O assassinato do Diretor Administrativo do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) Fernando de Oliveira Magalhães, de 52 anos, morto a tiros em março deste ano, pode estar perto de ser desvendado. Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam o miliciano Anderson Amaral, de 36 anos, suspeito de ser um dos autores do crime ocorrido no bairro Caonze, em Nova Iguaçu.
Anderson, que trabalha como segurança no supermercado Royal, no Rancho Novo, foi detido na manhã de sexta-feira (26). A esposa dele, Simone Cristina, de 31 anos, também foi presa, por tentar obstruir a entrada da polícia na casa do casal, no bairro Jardim Esplanada, onde

Fotos: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Anderson teria envolvimento com a milícia, sendo um dos homens mais temidos pelos moradores locais.
A DHBF chegou ao nome de Anderson Amaral após longa investigação e conseguiu um mandado de busca e apreensão em sua casa. Quando os policiais chegaram ao endereço, Anderson tentou fugir, mas foi detido já na rua. No quintal dos fundos da residência do casal os agentes encontraram um fuzil, três granadas, uma farda de fuzileiro Naval, uma farda do Exército, munições de vários calibres e R$ 80 mil em espécie. Todo o material estava escondido em um barril de plástico azul. Anderson e Simone foram presos graças ao flagrante de porte ilegal de arma.
O delegado adjunto da DHBF, Evaristo Porto Magalhães, revelou que a especializada trabalha no caso há cinco meses, mas de forma silenciosa. Segundo ele, Anderson é apenas um dos três suspeitos do assassinato do diretor administrativo do Hospital da Posse.
“Sabemos que a vítima foi executada por três homens, pois encontramos cápsulas de três calibres diferentes no local do crime. Vamos continuar investigando até capturar todos eles e equacionar mais este caso”, disse.
Relembre o caso

O Diretor Administrativo do Hospital da Posse, Fernando de Oliveira Magalhães, foi executado a tiros no fim da tarde do dia 10 de março, na Rua Governador Francisco Baroni, no Caonze. Ele saía do Grupo Espírita da Fraternidade Irmã Scheilla quando foi abordado por três homens que dispararam cerca de 15 vezes contra ele. Fernando foi retirado a força do carro e executado no chão. Ele trabalhava no Hospital da Posse havia dois anos e meio e deixou a mulher, Valéria Magalhães, e quatro filhos.
Por Raphael Bittencourt (raphael.bittencourt@jornalhoje.inf.br)
Colaboração: Ivan Teixeira (ivan.teixeira@jornalhoje.inf.br)
















