
Anderson PQD / Divulgação
O prefeito de Japeri, Carlos Moraes, participou ontem, quarta-feira (8), da comitiva dos governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), para visitar o Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, com a intenção de buscar apoio para a implantação de uma ferrovia ligando os dois estados.
Os governadores assinaram uma carta durante a visita, endereçada ao presidente Michel Temer (PMDB), reforçando os principais pontos do projeto e a importância da ligação ferroviária para os estados.
“Essa ferrovia vai trazer grandes avanços de arrecadação para o Estado e municípios, inclusive da Baixada. Estará sendo aprovado no congresso, ainda este ano, uma lei de royalties para todos os carregamentos de minério e os municípios cortados pela ferrovia terão direito aos royalties”, explicou Carlos Moraes.
Ainda segundo o prefeito, Japeri pode ter um amento em sua arrecadação com uma mudança estratégica da MRS Logística (concessionária que opera a chamada Malha Regional Sudeste da Rede Ferroviária Federal S/A).
“E agora a MRS está dobrando as capacidades dos trens de minérios, que circula em Japeri, a 45 km/h, e vai dobrar para 90km/h, para aumentar a capacidade de exportação de minério. Isso traz benefício para Japeri, aumenta a arrecadação”, disse o prefeito, que foi convidado a visitar o Porto do Açu pelo deputado federal Júlio Lopes (PP).
A ferrovia Rio-Vitória faz parte do Programa de Infraestrutura e Logística (PIL), lançado pelo Governo Federal em 2012. O programa foi revisto pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2015 e a ligação ferroviária foi mantida.
A EF-118 terá 577,8 km de extensão, sendo 169,2 km no Espírito Santo e 404,6 km no Rio, e interligará os complexos portuários dos dois estados. Além do Porto do Açu, a ferrovia vai passar pelos complexos portuários de Sepetiba, Itaguaí, Macaé e Barra do Furado, no estado do Rio, e Central e Tubarão, no Espírito Santo.
Desde a aprovação do projeto da ferrovia, já foram desenvolvidos estudos e promovidas audiências públicas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A concessão da linha férrea seria semelhante ao utilizado em rodovias, mas no lugar de receber em pedágio, a concessionária responsável pela linha vai receber das empresas que vão passar as cargas por ela.
















