
Fotos: Fernanda Rodrigues
Entre 2015 e setembro deste ano, 29 bebês com microcefalia nasceram em Nova Iguaçu. Para ajudar os pais e familiares destas crianças, a Secretaria Municipal de Saúde criou um mutirão social com orientações e cadastros de serviços para estas famílias. O primeiro encontro aconteceu na última quinta-feira (20), no anexo da Catedral de Santo Antônio, no Centro e contou com a parceria da Secretaria Municipal de Assistência Social de Nova Iguaçu, da Vigilância em Saúde de Nova Iguaçu, do Conselho Municipal de Saúde, Cruz Vermelha e do governo federal, através da Previdência Social.
Mãe do pequeno Daniel Luca, de três meses, Priscila Rocha da Silva, de 25 anos, moradora de Belford Roxo, tirou dúvidas e aproveitou a oportunidade para solicitar o cartão social, que dá direito a transporte público gratuito para mães ou responsáveis de crianças com microcefalia. “Sou moradora de outro município, mas fiquei sabendo do encontro e não poderia perder a oportunidade. Meu filho para mim é perfeito, mas sei que possui limitações devido à microcefalia. Quero fazer o melhor para que ele. Para isso, precisamos de orientações e muita ajuda. Achei essa iniciativa muito boa”, disse a mãe, que aos três meses de gestação teve Zika e chicungunha.
Uma vez por mês ela leva o filho para consultas em neuropediatria e pediatria no ambulatório do Hospital Geral de Nova Iguaçu, faz acompanhamento na Maternidade Municipal Mariana Bulhões, também em Nova Iguaçu e no Instituto Estadual do Cérebro, no Centro do Rio.
Em Nova Iguaçu, diversas outras ações já foram implementadas para ajudar bebês com microcefalia e gestantes com zika. O município é o primeiro do Estado do Rio a criar um ambulatório exclusivo para grávidas com Zika.
O ambulatório de Zika Vírus para Gestantes, localizado ao lado da Maternidade Municipal Mariana Bulhões, já atendeu mais de 300 pacientes desde que foi inaugurado, em março deste ano. Além disto, a cidade possui um centro de reabilitação, o Cad (Centro de Acolhimento ao Deficiente), que dá apoio e tratamento com consultas médicas em neurologia, clínica médica e pediatria, fisioterapia, psicologia e terapia ocupacional.
“A Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro do bebê são menores do que os de outros da mesma idade, com isso, o desenvolvimento é mais tardio para eles do que para outros bebês que não possuem esta condição. Acolhemos estas famílias, não só com tratamento multiprofissional em saúde, como também no apoio psicológico e orientações sobre seus direitos. O cuidado deve ser humanizado e eficaz para que estes bebês consigam se desenvolver ao máximo possível”, afirma o secretário de Saúde de Nova Iguaçu, Dr. Emerson Trindade.
















