Renan Calheiros alerta: “Podemos estar entrando em um Estado absolutista”

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"Não é hora de aumentar a temperatura institucional. O Senado não vai extrapolar a sua competência, seu limite. O Senado não é parte da crise, o Senado será a solução da crise", declarou Renan Foto: ABr
“Não é hora de aumentar a temperatura institucional. O Senado não vai extrapolar a sua competência, seu limite. O Senado não é parte da crise, o Senado será a solução da crise”, declarou Renan
Foto: ABr

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse ontem que prefere evitar criar polêmica entre Poderes da República. Ele afirmou que aguardará a manifestação da Superior Tribunal Federal (STF) sobre os pedidos de prisão contra ele, contra o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR), feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suposta tentativa de obstrução da operação Lava Jato. Interlocutores garantem que o senador está tranquilo. Ele avalia que o STF não concederá o pedido de prisão. Porém, ainda segundo interlocutores, ele teria feito um desabafo: “Podemos estar entrando em um Estado absolutista.”
No plenário, Renan Calheiros declarou que “o Senado não é parte da crise que afeta o país nos últimos meses”. “Eu queria repetir, mais do que nunca, o Senado é solução, não é parte da crise. Nós não vamos exacerbar dos nossos limites. Não é hora de aumentar a temperatura institucional. O Senado não vai extrapolar a sua competência, seu limite. O Senado não é parte da crise, o Senado será a solução da crise”, declarou.
Renan Calheiros também afirmou que a nota pública divulgada por sua assessoria na manhã de ontem seria “autoexplicativa”.
“Toda a vez que há exagero, extravagância, excesso, desproporcionalidade, expressões como democracia, Constituição, democracia, liberdade de expressão, liberdade de opinião, presunção de inocência perde prestígio. E nós não vamos colaborar com isso”, completou.
Mais cedo, Renan Calheiros divulgou nota afirmando que reitera seu respeito à dignidade e autoridade do Supremo Tribunal Federal, mas que considera “desarrazoada, desproporcional e abusiva” a medida do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a prisão do senador por tentar atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.

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