Roubo de peças causa atrasos nos trens da SuperVia

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O roubo de três peças usadas no sistema automático de sinalização da SuperVia causou atrasos em três ramais. De acordo com a concessionária, homens armados arrombaram uma instalação operacional e realizaram o roubo durante a madrugada. Passageiros relataram que mais uma vez, informações não eram repassadas em algumas composições. A circulação dos trens foi normalizada por volta das 11h40.
Segundo a SuperVia, o Centro de Controle Operacional da concessionária registrou o arrombamento entre as estações Méier e Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, e o roubo de três jumpers. “Um agente de controle que fazia ronda no local chegou a ser ameaçado por dois homens armados, que conseguiram fugir. Devido a essa ocorrência, os trens dos ramais Deodoro, Santa Cruz e Japeri precisaram aguardar ordem de circulação durante o trabalho da equipe de manutenção da concessionária”, informou. Ainda de acordo com a concessionária, um quarto jumper também foi danificado.
Em nota a SuperVia declarou que a todo momento, os passageiros foram informados sobre as alterações por meio do sistema de áudio dos trens e estações e pelos canais digitais da concessionária. No entanto, pelas redes sociais os passageiros relaram a falta de informação. “Hoje cheguei ao trabalho com quase uma hora de atraso. Só soube do acontecido porque mandei uma mensagem no Twitter. Ninguém avisa nada. Uma falta de respeito total com os passageiros. Nem por áudio dentro dos trens, ou nas estações”, reclamou uma usuária.
Desde segunda-feira (15) as composições vêm apresentando problemas. “Três dias consecutivos que pego trem e ‘dá’ problema. Segunda andei na linha do trem, pois quebrou antes de Madureira, terça, parecia até uma tartaruga, quase não andava, e hoje (ontem), meia hora para sair de Deodoro e 40 minutos para chegar em São Cristóvão”, contou a passageira Juliana Pessanha, moradora de Austin, em Nova Iguaçu.
A ocorrência foi registrada na 26ª DP (Todos os Santos). De acordo com a SuperVia, no contrato de concessão fica claro que a segurança pública dentro do sistema ferroviário é de responsabilidade do Governo do Estado. “O governo atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer). A empresa reforça esse efetivo, contratando Policiais Militares pelo Programa Estadual de Integração de Segurança (PROEIS). Os agentes de controle atuam com o objetivo de orientar e prestar assistência aos passageiros, mas não possuem poder de polícia”, disse em nota a SuperVia.

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