Ser verdadeiramente consciente

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*Carlos B. González Pecotche

A vida consciente requer uma prática diária e ininterrupta, segundo o aconselha a preceptiva logosófica. Sua norma principal assinala como comportamento eficaz o treinamento da atenção, de modo que a atitude consciente não decaia em nenhum instante. A desatenção, como a distração, é sinal inconfundível do estado não consciente que o ser evidencia. Nesse estado a faculdade de observar atua deficientemente. O tempo passa sem que se obtenha dele o alto benefício que é dado alcançar se o mesmo é aproveitado lúcida e conscientemente. É necessário recordar, uma e outra vez durante o dia, que se está empenhado em uma extraordinária e formosa obra, que não só se reconstrói a vida com os mais sólidos elementos do saber, mas também que se está forjando um novo e luminoso destino. O incentivo para que se manifeste essa recordação surgirá do entusiasmo com que se celebrem as vivências sempre felizes dos afazeres logosófico. Se para um “hobby” qualquer muitos dedicam todo o seu tempo livre e nele pensam com paixão, quanto mais não haverá de suscitar interesse o estudo e a prática de conhecimentos que se relacionam com a própria felicidade. A desatenção como a distração, são sinais inconfundíveis do estado não consciente.
O conceito logosófico de consciência difere notavelmente do conceito comum. Para a Logosofia, consciência é algo mais que uma mera expressão filosófica ou literária. É uma realidade da qual está alheia a imensa maioria dos seres humanos. Alheia porque a ninguém ocorre que, para ser verdadeiramente consciente em todos os instantes da vida – isto é, quando se pensa, quando não se pensa, quando se trabalha ou não se faz nada, quando se estuda ou não – e em todos os movimentos que executamos durante o dia – quando andamos, sentamo-nos, comemos, bebemos, lemos, rimos ou estamos de mau humor – é necessário que nossa consciência esteja atenta e nos recorde que, para nos constituirmos em autênticos donos de nossas vidas, devemos fazer dela uma sucessão de fatos felizes, que aumentem o valor de seu conteúdo. Para isso é imprescindível que nada escape ao controle imediato da mesma. Esse controle ocorre quando nossa faculdade de pensar e nossos pensamentos, atuando sob a direção inteligente de um grande propósito, qual seja o de evoluir conscientemente, não omitem esforços algum para alcançar as alturas do saber transcendente, que é aperfeiçoamento e, ao mesmo tempo, invulnerabilidade mental, moral e espiritual.

*Carlos B. González Pecotche – Autor da Logosofia – www.logosofia.org.br – rj-novaiguacu@logosofia.org.br

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