Série C: Mesquita e Serrano voltam; Campusca fora

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Na mesa que dirigiu a reunião, o diretor de competições, Marcelo Vianna (D), e os vice-presidentes, Jorge Teixeira Cardoso (E) e José Luiz Martinelli Foto: Úrsula Nery/Agência Ferj
Na mesa que dirigiu a reunião, o diretor de competições, Marcelo Vianna (D), e os vice-presidentes, Jorge Teixeira Cardoso (E) e José Luiz Martinelli
Foto: Úrsula Nery/Agência Ferj

Terça-feira (19), na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), foi realizado mais um arbitral do Estadual da Série C de Profissionais.
Antes previsto com 19 clubes, a competição teve confirmados 14, que lutarão pelo acesso à Segundona Carioca na próxima temporada. A ‘novidade’ foi a exclusão do Campo Grande, que retornaria ao futebol profissional, mas, por não ter cumprido os procedimentos jurídicos, ficou impedido de participar do Estadual. Além do Galo da Zona Oeste, o Itaboraí/Profute, Rubro Social, Teresópolis e União Marechal também estarão ausentes. Com os times definidos ficou acertado que a bola começará a rolar no dia 19 de junho.
Duas marcas tradicionais do futebol do Rio têm retorno assegurado às disputas profissionais depois de habitarem a Primeira Divisão em algumas edições: Mesquita, da Baixada Fluminense, e o Serrano, de Petrópolis.
Depois da confirmação da data de início foi realizado o sorteio dos grupos. No ‘A’ estarão Rio de Janeiro, Barcelona, Serra Macaense, Nova Cidade, Mesquita, Condor e São Gonçalo EC, enquanto o Grupo B terá Rio São Paulo, Futuro Bem Próximo, Duquecaxiense, Bela Vista, Juventus, Serrano e Arraial do Cabo.
O regulamento da Terceirona Carioca é o mesmo da temporada passada. No primeiro turno os clubes do Grupo A enfrentarão os do Grupo B. No returno, os jogos serão entre times do mesmo grupo. Ao final de cada turno os vencedores decidirão o título simbólico. Para determinar o acesso, no término dos dois turnos, quem fizer o mais número de pontos em seus respectivos grupos se garantirá na Série B em 2017. As outras duas vagas serão disputadas num playoffs entre os segundo e terceiro colocado de cada chave.
Os jogos confirmados da primeira rodada são Rio de Janeiro x Rio São Paulo, Barcelona x Futuro Bem Próximo, Serra Macaense x Duquecaxiense, Nova Cidade x Bela Vista, Mesquita x Juventus, Condor x Serrano e São Gonçalo Esporte Clube x Arraial do Cabo. Nos próximos dias os locais e horários serão divulgados.
>> C2 – A Ferj definiu ainda que o arbitral da Série C2, uma competição paralela para clubes que não conseguiram se inscrever, acontecerá no dia 10 de maio, quando serão acertados o número de participantes e a tabela das partidas.
Presidente alvinegro vibra
com retorno às competições

Um dos mais animados após o encontro, o presidente do Mesquita, Cléber Louzada, confessou que se emocionou ao ver o nome do seu clube ser confirmado na tabela da Terceirona. “Cheguei a ler que o Mesquita tinha morrido e que a dívida com a federação não seria paga. Graças a Deus e ao apoio de verdadeiros mesquitenses, estamos solucionando as pendências, resgatando nossa história e jogaremos a Série C, sim!”, vibrou o dirigente do Tubarão da Baixada em conversa rápida com o JORNAL DE HOJE.

Clube quase perdeu o Louzadão

Louzada: “Estamos resgatando nossa história e jogaremos a Série C”
Louzada: “Estamos resgatando nossa história e jogaremos a Série C”

O que seria um final infeliz para os torcedores do Tubarão da Baixada, não foi. O leilão do Estádio Nielsen Louzada, na Vila Emil, anunciado pela grande imprensa não aconteceu. Na quinta-feira, 25 de fevereiro deste ano, um acordo entre o presidente do clube, Cléber Louzada, representando o Tubarão, e a Justiça do Trabalho de Nova Iguaçu foi selado e o leilão suspenso. “Pode escrever aí: o Mesquita continua dono do Louzadão”, disse Louzada, à época, ao Jornal de Hoje.
O dirigente preferiu não dar maiores detalhes da ‘operação salva Louzadão’, mas adiantou o quanto foi difícil para a Família Louzada e os mesquitenses históricos a expectativa de perder o estádio. “Foi uma surpresa terrível para todos nós, quando soubemos do que poderia significar a perda de um dos símbolos do futebol do Estado. Para mim e para quem ama o Mesquita, o Louzadão tem valor inestimável”, afirmou.
Cléber é filho do ex-presidente alvinegro, Nielsen Louzada, que comandou o clube por ocasião do primeiro acesso à elite de um clube da Baixada Fluminense, em 1985, e nos dois anos seguintes (1986 e 1987) entre os grandes. “Felizmente vencemos duas batalhas e agora vamos entrar em campo na terceira”, concluiu.

 

 
por Jota Carvalho

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