Coletivo Neurodiversos faz confraternização pelo Dia das Crianças em Meriti

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A Casa da Cultura da Baixada recebeu, no último dia 31 de outubro, uma confraternização do Coletivo Neurodiversos em celebração ao Dia das Crianças. O encontro reuniu cerca de 50 pessoas, entre crianças e familiares, em uma tarde de brincadeiras, música e integração.

A festa foi organizada por meio de uma rifa solidária e doações de instituições parceiras, entre elas a Casa da Cultura. A programação contou com uma cama elástica, casa de bolinhas, distribuição de presentes, comidas, doces e um bolo especial, proporcionando momentos de diversão para as crianças e suas famílias.

A diretora da Casa da Cultura, Letícia Florêncio, destacou a importância de apoiar iniciativas que promovam a inclusão e o acolhimento de famílias neurodivergentes. “A Casa da Cultura fica muito feliz por mais uma vez abrir as portas para o Coletivo Neurodiversos. Entendemos a importância dessa luta para construirmos uma sociedade com mais inclusão, acessibilidade, equidade e respeito. Porque, com amor, todas as peças se encaixam”, afirmou.

Fundadora e presidente do coletivo, Priscila Conegundes também agradeceu à instituição pela parceria e pelo acolhimento. “Gostaria de agradecer à Casa da Cultura por acolher nosso projeto e firmar essa parceria. Nós somos muito bem acolhidos aqui. E nada melhor do que estarmos juntos, porque juntos somos mais fortes”, destacou.

Para as famílias presentes, a confraternização também representou uma oportunidade de convivência e apoio. “Estou achando a festa maravilhosa! Meu filho se divertiu bastante, brincou muito, assim como as outras crianças. A Priscila é uma pessoa maravilhosa e criou o coletivo para acolher e ajudar muitas mães atípicas que, muitas vezes, não têm apoio. É muito bom poder estar em um ambiente onde a gente se sente acolhida e em casa”, contou Naiara Cristine, 28 anos, mãe de Heitor, de 7 anos.

Já Valéria, de 60 anos, que participou do encontro ao lado do filho Frederico, de 21, relatou como conheceu recentemente o coletivo e a importância desse acolhimento. “Nós, mães de autistas, muitas vezes não somos convidadas nem para a nossa própria família. Então, só de ver a felicidade do meu filho, meu coração transborda”, contou.

A confraternização reforçou a importância de espaços de acolhimento, convivência e fortalecimento de vínculos, aproximando famílias e mostrando como a união entre instituições e iniciativas comunitárias pode contribuir para uma sociedade mais inclusiva.

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