OS e governo colocam em risco funcionamento do Hospital de Saracuruna

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A partir do próximo dia 22, a Organização Social Pró Saúde não será mais a gestora do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, segundo o Sindicato dos Médicos do Rio (SinMed/RJ). A OS informou que, em 21 de junho deste ano, enviou ofício à Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), solicitando que o órgão reassumisse a gestão da unidade em função de “pendências dos valores contratuais” que estavam gerando os constantes atrasos nos pagamentos dos funcionários. Em resposta, a SES pediu à entidade que permanecesse na unidade para que fosse viabilizada a regularização das pendências. Entretanto, de acordo com a OS, a situação não foi resolvida, tornando inviável a continuidade da gestão. De acordo com uma pediatra do Adão Pereira Nunes, 2500 funcionários do hospital também teriam recebido o comunicado formal de aviso prévio.
O Sindicato informou que vai acionar o Ministério Público do Trabalho para levantar as razões que levaram à demissão coletiva dos profissionais de saúde. O Departamento Jurídico do SinMed/RJ também ingressará com ação na Justiça Estadual contra a Pró Saúde e o governo do estado visando garantir a continuidade do funcionamento do Hospital Adão Pereira Nunes. “O hospital não pode interromper suas atividades em nenhuma hipótese. A descontinuidade do funcionamento da unidade pode criar um ambiente de risco para o atendimento à população que necessita do serviço”, afirmou o presidente do SinMed/RJ, Jorge Darze.

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